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Ouro olímpico valorizou o jogador Luan do Vasco.

Luan é um dos jogadores que está a mais tempo no Vasco. Natural de Vitória, no Espírito Santo, o zagueiro, de 23 anos, chegou em São Januário com 13 (em 2006, para as categorias de base), e até agora não parou de crescer. A conquista do ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro é o ápice da carreira até agora, que o deixou mais do que emocionado. Sendo perceptível até de longe em conversa com os jornalistas na segunda-feira.

A maneira a qual olhava e protegia a medalha de ouro, inédita para o futebol do Brasil, impressionava. Atualmente, pouco se vê nisso nos jogadores. Luan, ao mesmo tempo que é jovem, leva em si a experiência de alguém que rodou o mundo, mas que segue no Vasco com a mesma humildade que o caracteriza na década que está no Vasco. Guardada as devidas proporções, seria como cuidasse da própria filha.

- Estou bastante feliz com essa conquista. Foi bastante legal voltar ao clube onde passei grande parte da minha vida e ser recepcionado da forma que fui. Fiquei mais contente ainda por ver que meus companheiros seguem bem e sentem orgulho de mim - afirmou o emocionado e sorridente Luan durante o encontro com os jornalistas em São Januário, antes de completar:

- Uma ou duas horas depois de ter conquistado a medalha, eu mandei mensagem no nosso grupo agradecendo todos. Esse título também é deles. Tenho plena consciência de que sem o grupo, sem o Vasco, não teria alcançado lugar nenhum. Tive a chance de conhecer pessoas novas, de talento e com representatividade mundial. Foi uma experiência incrível. Retorno para casa no melhor momento da minha carreira.

E é a casa de São Januário onde quer deslanchar ainda mais na carreira. O retorno do Vasco à elite do futebol brasileiro está praticamente sacramentado, e assim o sonho não para por aí: na quarta-feira, Luan dá o pontapé pelo Vasco na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, diante do Santos. Conseguindo estes objetivos, Luan fará com que todos os torcedores vascaínos fiquem emocionados. E o zagueiro terá mais lembranças inesquecíveis para guardar no coração.


Fonte : UOL Esporte
Foto   : Torcedor.com - Divulgação

Resumo do fim de semana - Esporte com Wagner Augusto

O Brasil perdeu para o Canadá por 2 a 1 nesta sexta e ficou sem medalha de bronze no futebol feminino na Olimpíada Rio 2016. Depois da derrota nos pênaltis para a Suécia na semifinal, a seleção feminina ainda poderia encerrar a participação nos Jogos com festa, mas o time não foi nem sombra do que a torcida se acostumou a ver no torneio. Mal fisicamente depois de jogar duas prorrogações, nas quartas e na semifinal, e abalada emocionalmente por estar fora da disputa do ouro, as meninas brasileiras demoraram 80 minutos para entrar no jogo. Aí já era tarde demais. O Canadá abriu o placar aos 24 minutos, com Rose, e ampliou aos 7 do segundo tempo, com Sinclair. Bia fez um belo gol aos 33 minutos, mas o Brasil não conseguiu aproveitar os 15 minutos que restava para empatar. A seleção saiu de campo aplaudida depois de cativar o país inteiro durante os Jogos. A medalha fica para 2020.


BOTAFOGO VENCE E RESPIRA NA TABELA

O Botafogo conquistou a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro ao derrotar por 3 a 0 o Sport, neste sábado, em Juiz de Fora. Com o resultado, os alvinegros chegaram a 26 pontos e se afastaram da zona de rebaixamento. Os pernambucanos permanecem com a mesma pontuação do rival desta noite e perderam a chance de ficar mais próximos dos líderes da Série A.

Na próxima rodada, o Botafogo vai até Curitiba para enfrentar o Atlético-PR, na noite de segunda-feira. No dia anterior, o Sport vai receber o Internacional na Ilha do Retiro.

Foto: Vítor Silva


DIEGO MARCA NA ESTRÉIA E FLAMENGO VENCE O GRÊMIO

O Flamengo mostrou que está na briga pelo título do Campeonato Brasileiro neste domingo, ao vencer por 2 a 1 o Grêmio, em Brasília. Com o resultado, os rubro-negros chegaram a 37 pontos e voltaram ao G-4 da Série A. Já os gremistas permanecem com 35 e saíram da zona de classificação para a Libertadores.
Os cariocas foram superiores no primeiro tempo e saíram para o intervalo com a vantagem após gol de Leandro Damião. No segundo tempo, o Flamengo ampliou o marcador com o estreante Diego. O Grêmio ainda diminuiu com Henrique Almeida, mas não teve força para buscar o empate.
Na próxima rodada, o Flamengo vai até o interior catarinense para encarar a Chapecoense, no domingo. No mesmo dia, o Grêmio terá mais um confronto direto, desta vez receberá o Atlético-MG em Porto Alegre.
Foto: André Borges


FLUMINENSE VENCE MAIS UMA E AVANÇA

O Fluminense tenta reagir no Campeonato Brasileiro e neste domingo venceu por 1 a 0 o Santa Cruz, no Arruda. Com o resultado, os cariocas chegaram a 31 pontos e passaram a mirar o G4 da Série A. Além disso, a equipe das Laranjeiras conseguiu pela primeira vez vencer dois jogos seguidos na competição. Já os pernambucanos seguem com apenas 19 pontos, na zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, o Fluminense terá pela frente o Palmeiras, no domingo, em Brasília. Já o Santa Cruz terá duelo contra o Cruzeiro no mesmo dia, mas em Belo Horizonte.

Foto: Mailson Santana


VASCO EMPATA COM LANTERNA, MAS SEGUE NA PONTA

O Vasco iniciou o returno da Série B do Campeonato Brasileiro com empate por 1 a 1 com o lanterna Sampaio Corrêa, neste sábado, em Cariacica. Mesmo com o tropeço, os vascaínos seguem na liderança da Segundona com 40 pontos. Os maranhenses chegaram a 14, ainda na última posição.
Os cruzmaltinos dominaram o primeiro tempo e foram para o intervalo à frente no marcador com gol de Nenê, de pênalti. No entanto, na etapa final, o Sampaio Corrêa melhorou e conseguiu o empate com Heverton.
Na próxima rodada, o Vasco terá pela frente o Tupi, no próximo sábado, em Juiz de Fora. Já o Sampaio Corrêa volta a campo nesta terça-feira, contra o Avaí, em São Luís.

Foto: Carlos Gregório

MACAÉ EMPATA E RESPIRA FORA DA ZONA DA DEGOLA

Mogi Mirim (SP) e Macaé se enfrentaram na tarde deste sábado (20), no Estádio Romildo Ferreira, no interior de São Paulo, pela 14ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, com objetivos distintos. No entanto, o Alvianil conseguiu segurar o ímpeto do time mandante e o placar ficou no empate sem gols.

Com a derrota por 2 a 1 Portuguesa (SP) para o Juventude (RS), o Macaé pula para fora da zona da degola, empurrando a Lusa para baixo, com um ponto a mais. Em seu próximo compromisso, o Alvianil Praiano recebe o Ypiranga (RS), no Moacyrzão, no próximo sábado (27) às 16 horas.


Foto: Tiago Ferreira


SELEÇÃO MASCULINA DE VÔLEI CONQUISTA O OURO!

O Brasil é tricampeão olímpico de vôlei masculino. Neste domingo, a Seleção Brasileira venceu a Itália por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 28/26 e 26/24 e garantiu a medalha de ouro no Rio de Janeiro. Em um jogo movimentado, os brasileiros jogaram com inteligência e souberam ganhar com autoridade. O destaque do jogo foi o oposto Wallace, que anotou 18 pontos.

Foto: Johannes Eisele

É ouro Brasil, é ouro Brasil. Esse ouro é nosso.


Usain Bolt viu. Marta viu. Tite, Dunga e os mais de 60 mil presentes ao Maracanã também viram. Pela primeira vez na história, a seleção brasileira de futebol é medalha de ouro na Olimpíada. Após este sábado (20), com a vitória nos pênaltis por 5 a 4 sobre a Alemanha após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, o título que faltava ao pentacampeão mundial Brasil não falta mais.

A conquista ataca dois traumas do futebol brasileiro de uma só vez. Apesar de não apagar os 7 a 1 sofridos para a Alemanha na semifinal da última Copa do Mundo, serve para o público brasileiro ver o algoz derrotado no mesmo Maracanã onde triunfou. Além disso, traz o ouro que bateu na trave em 1984, 1988 e 2012, edições de prata.

Neymar abriu o marcador no primeiro tempo, mas não seria tão simples quanto alguns poderiam pensar. A Alemanha levou drama e mostrou, com outros jogadores, por que é a atual campeã do mundo, e Max Meyer empatou no segundo tempo. A conquista só veio com drama, nos pênaltis, com Neymar, que anotou o gol decisivo após Weverton defender a cobrança de Petersen.


O melhor: Neymar é decisivo e chora após a vitória





Depois de Romário, em 1988, e Hulk, em 2012, Neymar passou para a galeria de jogadores brasileiros com gols em finais olímpicas. E foi um golaço, de falta, para deixar a seleção em vantagem no primeiro tempo. Com iniciativa e disposição, acabou como o melhor do time no Maracanã, também por achar bons passes em profundidade. Após converter a última cobrança de pênalti e dar o título para o Brasil, não segurou as lágrimas. Foi, provavelmente, a maior emoção da vida de Neymar.
Os piores: Gabriel Jesus e Gabriel





imagem: REUTERS/Bruno Kelly



Os dois mais jovens titulares brasileiros não tiveram grande atuação. Gabriel não participou bem da partida coletivamente, errou muitos lances e foi substituído aos 23 minutos do segundo tempo. Já Gabriel Jesus pareceu nervoso e ansioso. Apesar de se dedicar muito, tomou muitas decisões erradas na frente e passou a maior parte do tempo reclamando da arbitragem. Saiu na prorrogação.
Alemães não encontram Luan, o mais inteligente do Brasil





imagem: AP Photo/Silvia Izquierdo



O atacante do Grêmio fez um jogo à altura dos anteriores e dividiu o protagonismo com Neymar. Com ótima leitura tática, apareceu bem nos espaços vazios e explorou brechas entre as linhas de defesa e meio da Alemanha, que pareceu não entender a dinâmica de Luan e as combinações entre ele Neymar. Mostrou cansaço e hesitação no tempo extra, mas converteu seu pênalti.
Micale aposta tudo em Neymar e se emociona demais

Um longo abraço (mais um) com Neymar ao fim da disputa por pênaltis simbolizou Rogério Micale. O treinador deu carinho e respaldo, além da braçadeira de capitão, ao atacante que decidiu a final no Maracanã. Com um modelo de jogo que deu certo na Olimpíada, o Brasil mediu forças com uma equipe inferior individualmente, mas com um senso coletivo até mais forte. Ainda assim, o time da casa mereceu mais o ouro e premiou o treinador que veio das divisões de base do Atlético-MG para a CBF.
Hrubesch arruma o time no intervalo e equilibra a final





imagem: REUTERS/Yves Herman



Após um primeiro tempo de domínio territorial do Brasil, o técnico alemão Horst Hrubesch fez uma modificação que equilibrou as ações após o intervalo. O meia Max Meyer passou a recuar e marcar Walace em vez de avançar para dar combate aos zagueiros do Brasil, tirando a superioridade numérica que a seleção tinha no meio. O resultado foi que Luan e Neymar começaram a encontrar mais dificuldades para aparecerem livres nas costas dos volantes alemães.
Renato Augusto se multiplica em campo e rege a torcida


imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress



Ora na saída de bola entre os zagueiros, ora do centro para a ponta direita, e até do outro lado em alguns momentos. Renato Augusto, o carioca da seleção, jogou em casa e mais uma vez justificou sua presença no grupo. Com forte empatia com os torcedores, chamou as arquibancadas em muitos momentos. De quebra, deu dois dribles entre as pernas dos alemães, sua marca registrada.
Alemanha mostra senso de equipe e vaza Brasil pela primeira vez


No primeiro tempo, foram três bolas na trave e mais finalizações que o Brasil. Mesmo irregulares dentro da partida, os alemães fizeram por merecer o gol de Meyer, aos 14 minutos do segundo tempo. Identificados com uma fórmula de jogo claramente parecida com a da seleção principal, os jovens visitantes foram os rivais mais duros do time de Rogério Micale, vazado pela primeira vez na decisão.
FICHA TÉCNICA

Brasil 1 x 1 Alemanha

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20/08/2016
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)

Gols: Neymar, aos 27 minutos do 1º tempo, e Meyer, aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Zeca e Gabriel (Brasil); Selke, Prömel, Sven Bender e Suele (Alemanha)

Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabigol (Felipe Anderson), Luan e Gabriel Jesus (Rafinha); Neymar. Técnico:Rogério Micale

Alemanha: Horn; Toljan, Ginter, Süle e Klostermann; Lars Bender (Prömel) e Sven Bender; Brandt, Meyer e Gnabry; Selke (Petersen). Técnico: Horst Hrubesch


Fonte :  UOL Esporte

Seleção do Brasil de voley está na final da Rio 2016

Depois de um início de campanha irregular, a seleção brasileira masculina de vôlei está na final da Rio-2016. Nesta sexta-feira (19), no Maracanãzinho, o time de Bernardinho venceu a Rússia, por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17), em uma reedição da final de Londres-2012.

A final olímpica é quarta consecutiva da seleção brasileira. E o adversário na decisão será um velho conhecido, que traz boas lembranças para o time de Bernardinho: a Itália, derrotada em Atenas-2004, no último ouro do Brasil.

O duelo entre as duas equipes está marcado para o próximo domingo (21), às 13h15 (de Brasília). No mesmo dia, mas às 9h30, Rússia e Estados Unidos brigarão pelo bronze.

Brasil supera lesões de Lipe e Lucarelli

imagem: A. DURÃO/Globoesporte.com/NOPP

Apesar das lesões na partida contra a Argentina, Bernardinho pôde contar com força máxima no duelo contra a Rússia. Lipe e Lucarelli, que sofriam com problemas nas costas e na coxa, respectivamente, fizeram teste no vestiário e foram liberados.

Em quadra, os dois demonstravam estar em condição de jogo, com Lipe se esticando todo em uma defesa impressionante no 14/13. O ponta, inclusive, foi o destaque da primeira parcial, com duas defesas espetaculares antes de o Brasil anotar seu 24ºponto.

A tática inicial do Brasil era fugir dos gigantes russos – Alexander Volkov tem 2,10m - e apostar nas bolas largadas e em explorar o bloqueio. E o primeiro set foi equilibrado apenas até o 14/14. Daí para frente, o bloqueio brasileiro começou a funcionar muito bem, quebrando o ataque e até pontuando. Assim, a primeira parcial chegou ao fim em 25/21.

Brasil aproveita os erros da Rússia



Imagem : Buda Mendes

Apesar da intensidade do duelo e da rivalidade entre as duas seleções, o clima foi ameno dentro de quadra. Serginho e Tetyukhin, jogadores mais experientes, chegaram a se abraçar após um lance polêmico. No banco de reservas, porém, Bernardinho não queria saber de tranquilidade. Quando a Rússia anotou o 12º, o treinador foi à loucura por ter seu pedido de desafio ignorado pela própria comissão técnica.

Em quadra, o levantador russo Grankin sofria para acertar a altura do passe e complicava a vida da Rússia. Depois de ficar atrás no placar, foi Lucão quem buscou o empate para o Brasil. Mas quem parecia ter anotado o ponto era Serginho: na comemoração, o líbero vibrou como se tivesse feito um gol, incendiando o ginásio. O time de Bernardinho fechou a parcial em 25/20.

Brasil não dá chances para a Rússia no terceiro set

Antes do início do terceiro set, um morcego começou a voar na parte interna do ginásio. Bruninho até chegou a falar sobre o animal em quadra, mas a arbitragem não quis atrasar o recomeço. Na sequência, um novo problema: a bola bateu em uma das câmeras aéreas do ginásio e atrapalhou Serginho. Dessa vez, o árbitro mandou o ponto voltar.

No início da parcial, o Brasil abusou nos erros de saque, mas a Rússia não conseguiu tirar proveito para abrir vantagem. Pelo contrário: na metade do set, já perdia por quatro pontos. Os saques de Lipe e Wallace foram cruciais para desmontarem o time russo. Com tranquilidade, a seleção brasileira fechou a parcial em 25/17 e o jogo em 3 sets a 0.

Erros russos ajudam o Brasil

Os russos ajudaram na vitória brasileira. Durante a partida, eles deram quase um set de presente para o Brasil. Ao todo, a Rússia cometeu 25 erros, contra apenas 10 do Brasil. Enquanto os russos erravam, o time de Bernardinho demonstrava uma precisão próxima do ideal. Na terceira parcial, a seleção brasileira não cedeu nenhum ponto para o time adversário.



Fonte : UOL Esporte

Eles se orgulham de "ser milico" e admite tratamento diferente a atletas.

Um dia depois de conquistar o ouro olímpico em Copacabana e prestar continência no pódio, Alison Cerutti falou ao Site UOL sobre o patrocínio que recebe das Forças Armadas. 

O programa sofre algumas críticas de pessoas que veem no incentivo uma tentativa dos militares em se promoverem e ganharem destaque com o desempenho dos atletas nos Jogos Rio-2016.

Uma das "alfinetadas" foi feita pelo técnico de Arthur Zanetti, Marcos Goto, que disse que as Forças Armadas se preocupam apenas em contratar atletas de alto nível, e não investem na base. As Forças Armadas, no entanto, argumentam que tem um programa chamado Profesp, cujo principal obtido é inclusão social.

Terceiro-sargento da Marinha, Alison saiu em defesa do apoio aos atletas de elite do Brasil. Ele e seu parceiro de quadra Bruno Schimdt participam do programa federal que apoia os atletas de elite e já teve participação em 12 das 15 medalhas brasileiras no Rio. Capixaba de 30 anos, conhecido como Mamute por seus 2,03 metros e 102 kg, Alison se disse "orgulhoso de ser milico", mas admite que como atleta profissional não passa muito tempo frequentando o quartel.

Veja alguns trechos da entrevista feita na tarde de sexta-feira (19).

UOL Esporte - Você é um atleta militar em um país que recentemente passou por uma ditadura militar de 25 anos. Refletiu sobre isso quando aceitou o convite da Marinha?
Alison Cerutti - Não. Eu recebi o convite e tenho muito orgulho de ser milico porque me dá uma estrutura de trabalhar. Me dá uma tranquilidade de fazer meu melhor dentro de quadra.

O passado, as atrocidades que aconteceram, não dizem respeito a mim. Eu recebi um convite nos últimos três anos pra ser milico, representar meu país nos Jogos Militares, de participar dessa ideologia de ter os atletas próximos. Acho uma puta oportunidade.

Na Alemanha é assim, e tem um passado horroroso a Alemanha também. Nos Estados Unidos é assim, na China é assim, Japão é assim e outros países. O problema do Brasil é sempre esse. Sempre que você faz uma coisa já querem levar a outra. O passado é o passado, hoje já não existe mais isso. Claro que houve atrocidades, coisas feias, mas não cabe a mim julgar. O que eu estou vivendo hoje é que hoje eu sou um atleta militar.

Hoje muitos militares relutam em reconhecer os erros cometidos no passado. Muitos dizem que a tortura, por exemplo, foi feita de maneira localizada, quando na verdade sabemos que foi uma prática institucional. Você conversa com os militares sobre essas coisas?

Não tenho diálogo com ninguém sobre isso, não pergunto sobre isso, não cabe a mim julgar. A gente não conversa sobre isso. Até porque o atleta profissional dificilmente vive a vida militar. A gente representa o nosso país e acaba não ficando muito no quartel. Não é uma regalia, mas nós somos diferentes.

O que acha de figuras como o Bolsonaro, uma pessoa que exalta um torturador? Acha que ele "queima o filme" dos militares?

Ele sempre foi assim, sempre foi assim, é difícil o cara mudar. Eu não discuto política, religião e futebol (sou flamenguista!). Não estou fugindo da sua pergunta, mas não discuto porque é uma coisa que desgasta tanto. Sobre o Bolsonaro, eu respeito o jeito dele, a maneira que ele pensa. Agora cabe a mim ou não acreditar ou concordar. Tenho minha opinião e prefiro não comentar

Você não vota nele então?

Não falei isso, falei que prefiro não comentar.

Como se define politicamente, esquerda ou direita?

Não me defino de nenhuma forma. Não vou falar sobre política, não me sinto à vontade. Sou formador de opinião, uma referência, então prefiro não comentar. Não estudei para isso, não é minha área. Tenho que falar sobre voleibol, minha vida, minha opinião. Mas política e religião não comento.

Você estudou para quê?

Me formei na escola, gostava de estudar. Fiz seis meses de publicidade e dois anos de administração. É a área que eu mais gosto, publicidade, administração e marketing. Não tive continuidade porque minha carreira tomou outro rumo, mas gosto de coisas novas, inovadoras, e é assim que toco minha carreira, com desafios, inovações...

Como foram seus últimos dias? Muita pressão?

De todos os atletas do vôlei de praia eu era o mais pressionado. Que tenham participado das últimas Olimpíadas só tinha eu e o letão que éramos medalhistas. Ele saiu na primeira fase e sobrei eu. É incrível como você vive esse momento. Existe essa pressão, mas eu consigo junto com meu parceiro reverter e jogar.

Você tem a frase “Dias de Lutas Dias de Glória” tatuada no braço. Qual sua relação com a banda Charlie Brown Jr.?

Conheci a banda desde o primeiro CD deles. Antigamente se comprova muito CD, né? Eu gostava meio de rockzinho, tive todos CDs e hoje tenho todas as músicas compradas na internet. Pra mim foi um baque muito grande o que aconteceu com a banda [a morte do vocalista Chorão]. As letras me tocam muito.

“Dias de Luta Dias de Glória” reflete muito minha carreira. A vida do atleta tem momentos ruins e bons. Ruins são as lesões, falta de patrocínio, pensar em desistir. Mas tive dias de glória, vitórias, títulos, conhecer pessoas bacanas que te ajudam, conhecer o mundo...


Adriano Wilkson
Do UOL, no Rio de Janeiro

Olimpíada - Esporte com Wagner Augusto

A Seleção Brasileira não tem mais chances de levar o ouro no futebol feminino. Nesta terça-feira, após empate por 0 a 0, as comandadas de Oswaldo Alvarez caíram nos pênaltis para a Suécia, por 4 a 3, e agora só podem chegar ao bronze nos Jogos Olímpicos.

A disputa da medalha de ouro acontece na próxima sexta-feira, às 17h30 (de Brasília). Mais cedo, às 13 horas, a Seleção decidirá o terceiro lugar, para buscar o bronze, contra a perdedora da partida entre Canadá e Alemanha, que acontece ainda nesta terça-feira, às 16 horas (de Brasília).


Foto: Vanderlei Almeida


ROBSON CONCEIÇÃO GARANTE MAIS UMA MEDALHA DE OURO E FAZ HISTÓRIA

Robson Conceição fez história no Pavilhão 6 do Rio centro. Nesta terça-feira, o brasileiro superou o francês Sofiane Oumiha na final do peso ligeiro (60kg) do boxe e conquistou a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na modalidade.

Robson Conceição conquistou a primeira medalha olímpica de sua carreira na terceira participação em Olimpíadas. Nas duas anteriores, em Pequim 2008 e em Londres 2012, o lutador não obteve bons resultados, perdendo logo na primeira luta.



Foto: Yuri Cortez


MEDALHA INÉDITA PARA O BRASIL NOS 1000M DA CANOAGEM INDIVIDUAL

A manhã desta terça-feira começou bem para o quadro de medalhas brasileiro. Um dos favoritos e esperança de medalhas para o Brasil na canoagem de velocidade, o baiano de 22 anos Isaquias Queiroz não decepcionou e faturou a medalha de prata na prova dos 1000m C1 individual.
Nesta segunda, o atleta venceu sua bateria e se classificou direto para as finais da prova. Muito forte nas primeiras parciais, Isaquias não largou bem, mas impôs ritmo forte e cruzou os primeiros 250 metros na segunda colocação.
Em uma prova muito disputada, o alemão Sebastian Brendel, atual campeão olímpico da prova, conseguiu ganhar vantagem nas três parciais finais e confirmou seu favoritismo, levando o ouro. O brasileiro teve tempo de 3min58s529 contra 3min56s926 de Brendel. Serghei Tarnovschi, da Moldávia, completou o pódio.
Foto: Jeff Pachoud

João Havelange morre aos 100 anos no Rio de Janeiro de infecção pulmonar

O ex-presidente da Fifa, João Havelange, morreu nesta terça-feira (16), às 5h03 da manhã, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Samaritano, do Rio de Janeiro.

De acordo com João Mansur, médico de Havelange, o ex-dirigente sofria de uma infecção pulmonar que se agravou e caminhou para uma infecção generalizada, causa da morte. O hospital também confirmou a morte em nota oficial. O funeral vai acontecer no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro. O horário ainda não está confirmado.

Em julho deste ano, ele havia sido internado em virtude de uma pneumonia, mas teve alta. Com a saúde debilitada, Havelange foi novamente levado ao hospital semanas depois.

Filho de um comerciante de armas belga, Jean-Marie Goedefroid de Havelange foi um dos cartolas mais influentes da história do esporte. Presidente da Fifa durante 24 anos (1974 a 1998), ele conviveu com diversas denúncias de corrupção em sua gestão e é apontado como um dos responsáveis pela popularização do futebol em lugares como a África e a Ásia.

Antes de se tornar dirigente, Havelange construiu uma história de sucesso como atleta. Pelo Fluminense, seu clube de coração, disputou diversos esportes e destacou-se primeiro na natação. Ele chegou a disputar os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, nas piscinas.

Em 1952, em Helsinque, ele voltaria às Olimpíadas com a seleção brasileira de pólo aquático, tornando-se um dos poucos atletas a disputar edições antes e depois da Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, começou a envolver-se com o lado político da natação e ascendeu até a presidência da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) em 1956.

A entidade, que na época agregava mais de 20 esportes, serviu como um trampolim para o dirigente, que conseguiu tornar-se presidente da Fifa em 1974. Foi sob a gestão de Havelange que a Copa do Mundo atraiu o interesse de grandes patrocinadores e passou a render mais financeiramente.

Ao mesmo tempo, o crescimento da Fifa também criava suspeitas de que Havelange teria se aproveitado do processo para lucrar pessoalmente. Influente, o cartola manteve contato próximo com diversos políticos e conseguiu estender seus tentáculos ao futebol brasileiro em 1989, quando colocou seu ex-genro Ricardo Teixeira na presidência da CBF.

Foi da relação com o afilhado político que saiu seu grande tendão de Aquiles, que curiosamente tornou-se público depois que ele deixou a presidência da entidade, em 1998. Segundo a BBC, ele e Ricardo Teixeira receberam propina da ISL, agência de marketing que trabalhava com a Fifa.

Ambos teriam assumido o crime e devolvido o dinheiro à Justiça suíça, mas estariam tentando abafar o caso para que ele não se tornasse público. Toda a confusão fez com que, em dezembro do ano passado, ele renunciasse ao seu cargo no COI, que estava investigando o problema e ameaçava expor Havelange. Fora da entidade, o cartola brasileiro não podia mais ser atingido e a apuração foi arquivada.

Em sua carta de renúncia, João Havelange alegou problemas de saúde e nunca mais tratou do assunto até a sua morte. Nesta terça-feira, o COI demonstrou o seu pesar e pediu permissão para o Comitê Rio-2016 para colocar a bandeira brasileira a meio mastro durante as provas do dia.

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou uma nota oficial lamentando a morte do ex-dirigente:

"Com extremo pesar, a Confederação Brasileira de Futebol, sua Diretoria e seus funcionários despedem-se de João Havelange. Nesta terça-feira (16), aos 100 anos, o ex-presidente faleceu no Rio de Janeiro, onde estava internado desde julho devido a complicações causadas por uma pneumonia. A CBF, por sua Presidência, decretou luto oficial de sete dias, com bandeiras hasteadas a meio mastro. Na próxima rodada dos campeonatos em andamento, será respeitado um minuto de silêncio antes de todas as partidas."